Deitados, lado a lado,
O céu azul, quase infinito,
Esmaga-nos, envolve-nos,
Perde-nos e não torna achar-nos…
Fiz de ti um refugio,
Fiz de mim, egoísta,
Agora, vou fechar a porta,
Não quero, mas desejo,
Ter teus pulsos em sangue,
Molhando os meus lábios,
Cravando o vírus de um amor cego,
Sem cura,
Jorrando montes e montes de lágrimas,
Sem poderem serem estanques…
Neste silêncio sórdido,
Danço contigo,
Imaginado a tua sombra,
Sem desviar os olhos de ti,
Deixo de pensar no momento,
Deixo-te a deslizar em mim,
É tão confuso, quero abandonar-te,
Quero segurar-te,
Deixar-te dilacerar-me o coração,
Morrer ao teu largo,
Mas também quero ser maldito,
E desaparecer daqui,
Enlouquecer e pulverizar
Todo e qualquer sentimento!
domingo, 21 de junho de 2009
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