Dou comigo, sem o saber,
A escrever e a rescrever
O teu nome, em todos os lugares!
Na contra-capa do meu livro favorito,
No bloco de recados da cozinha,
Na agenda telefónica,
Na areia entrelaçada nos meus passos marcados,
Indo de encontra ao mar!
Dou comigo, sem o saber,
A decorar ou a recordar, teu nome,
Que cobre todo o meu corpo!
Na minha velha e bonita camisa,
No cobertor, que me faz espirrar,
Na meia rota ou na toalha de mesa manchada,
Do vinho cor de sangue vivo,
Vivo pelas tuas lembranças e teus poemas,
Que dizias secretamente ao meu ouvido,
Declarando sempre no fim:
“Dou sempre comigo,
Dou sempre comigo, sem o saber,
Dentro do teu sorriso, e como ele é tão simples e belo,
Sempre que prenuncias
O Meu Nome!”
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