Sempre no mesmo espiral,
Em voltas constantes,
Quase viciados,
Queremos e queremos muito mais,
O sangue fresco e alheio,
Que nos tranquiliza e nos transforma,
Na presa dissimulada…
Mas quando chega a luz,
Chega para nos magoar,
Chega para fazer chagas na pele,
Só que desejamos ela ardentemente,
Precisamos dela, como acto de contrição.
Mas como tela, mas como bebe-la,
Se na inconsciência, voltamos sempre ao mesmo corrimão,
Voltamos aos mesmos actos de paixão,
Com ardor e clamando por mais dor, mais dor, oh! Dor!
Mais dor!
Como vampiros, humanos que desejam a redenção,
Anjos esquecidos pela eternidade,Abandonados e entregues a Crueldade
domingo, 9 de março de 2008
VAMPIROS E HUMANOS
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