domingo, 9 de março de 2008

SETAS DE CUPIDO

A meia luz, ele afia mais uma seta,
uma seta que não está direita,
mas vai a mesma tentar acertar desta vez,
deixar escapar num raio fulminante,
um sopro de todo um sentimento,
que lhe é cego e estranho no seu corpo.....

E ainda com o leite a escorrer-lhe o peito,
e asas em fogo incandescente,
ele enroupe pela noite,
interrompendo sonos e silêncios,
pois alguém tem de sentir,
o que lhe corrói os dedos e pensamentos,
alguém tentou-lhe explicar,
mas braille falhou naquele momento,
por isso continua até hoje, e até amanhã,
a disparar para o ar rarefeito,
setas tortas e embebidas no veneno de algo,
que estranhamente lhe chamam de....
"amor, amor, amor"

1 comentário:

Anónimo disse...

Setas de Cupido...

ay ay, Amigo essas flechas nos envenena de amor o alma e o coração.....Quando menos
o esperamos.